Museu Municipal de Arte Sacra Dom Paulo Libório prepara nova expografia

Mesmo fechado devido à pandemia da COVID-19, o museu Dom Libório continua com suas atividades internas em funcionamento. Além da limpeza, conservação e preservação do seu rico acervo cultural, a instituição está preparando uma nova expografia que será aberta ao público após a liberação por parte dos órgãos competentes.

A diretora, Maria Fernanda Fernandes, ressalta a importância do museu para a cidade de Teresina e ainda as mudanças que ocorrem com a nova gestão.

“Além da preocupação com a preservação do acervo, precisamos transformar o museu em um espaço dinâmico, um ponto de referência tanto para pesquisadores quanto para o público em geral”, pontua a diretora.

A nova expografia contará com um circuito expositivo organizado em seis salas temáticas, melhorando a distribuição do acervo e expondo objetos da reserva técnica, ainda não conhecidos e expostos ao público.

Além das ações físicas, o museu busca também se aproximar do seu público através das redes sociais, principalmente nesse momento delicado da pandemia onde as visitas presenciais ainda não são possíveis.

“Uma das nossas prioridades é aproximar o público da instituição através de ações nas redes sociais, fazer uma maior divulgação do nosso trabalho e levar o museu até as pessoas, enquanto elas não podem vir até nós”, conta a diretora Fernanda Fernandes.

Mantido pela Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, o Museu de Arte Sacra Dom Paulo Libório fica localizado na Rua Olavo Bilac, 1481, no cruzamento com a Rua 24 de Janeiro, no Centro de Teresina.

Museu de Arte Sacra Dom Paulo Libório preserva a memória sacra e fomenta pesquisas acadêmicas em Teresina

O museu de Arte Sacra Dom Paulo Libório é um importante espaço cultural teresinense e conta com rico acervo de objetos artísticos e religiosos e com uma biblioteca com 2 mil livros disponíveis. O museu foi inaugurado em agosto de 2011 e funciona no local onde foi última moradia de Dom Paulo Libório.

Com um acervo tão rico e raro, o museu tornou-se referência em pesquisas acadêmicas sobre arte sacra, religiosidade, história e até moda. O professor Paulo de Tarso Batista é um desses pesquisadores que está sempre mergulhado nas raridades do museu para suas pesquisas e livros. “Esse museu é muito importante para a nossa cidade, são peças raras, um acervo inestimável e valioso e que merece reconhecimento e cuidado”.

Autor de livros sobre personalidades piauienses e atualmente escrevendo um livro sobre Dom Severino, sua pesquisa utiliza a biblioteca e o acervo doado pela família de Dom Paulo Libório para o museu. “Dom Severino foi um importante arcebispo de Teresina e teve muita importância tanto religiosa como política para a cidade à época e eu sabia que o material necessário para escrever o livro estaria aqui no museu”.

Desde a sua fundação em 2011, o espaço vem se dedicando ao trabalho de identificação, documentação, proteção, preservação e divulgação dos bens culturais de uma rara coleção que desperta a atenção de pesquisadores e admiradores do Brasil. Danylo Mendes, funcionário do museu, destaca a sua importância para a cidade. “O nosso esforço é pra valorizar e preservar o acervo histórico e cultural de caráter sacro, a biblioteca com cerca de 2600 livros que data desde o século XIX contendo exemplares raros, a estrutura arquitetônica e peças de valor inestimável para a população Teresinense. Pois é importante a gente olhar pra isso tudo, enxergar nossa história, ter esse contato com o que faz parte da gente e que acabamos esquecendo com o tempo”.

Fechado desde o inicio da pandemia, o museu se organiza para voltar a receber visitações, seguindo as medidas de segurança e saúde recomendadas pela Prefeitura de Teresina. “Estamos trabalhando internamente para a conservação e manutenção do acervo, respeitando as medidas de segurança devido à pandemia e traçando estratégias para a reabertura ao público de forma segura, além de aproximar o museu aos teresinenses, visitantes de outras cidades e até mesmo estrangeiros que já passaram por aqui”, conta Danylo.